A ESCRITURA, AUTORIDADE MÁXIMA
Eu li um escrito de teor cessacionista de um pastor que fazia sua apologia contra a contemporaneidade dos dons, dizendo: “Os apóstolos e os pais da igreja não escreveram nada sobre isto”. Eu agora questiono: Por que colocar os pais nisto? E se eles não escreveram nada sobre alguma doutrina ou não endossaram alguma doutrina em seus escritos, o que se pode inferir disto? Que tal doutrina não tem validade ou autoridade canónica? Por isso, digo que, diferente da mania de alguns irmãos, esta sessão não se cinge em defender a doutrina da continuidade através da história cristã; nesta sessão quero simplesmente mostrar-lhes que a divergência desta temática é muito antiga. A idolatria de muitos irmãos quanto aos escritos dos pais da igreja é tão profunda que, às vezes, colocam a Bíblia na lata de lixo, para manter suas tradições e doutrinas predilectas. Em minha opinião, eu evito segurar qualquer escrito antigo para defender a fé cristã, e desencorajo qualquer irmão a fazer isto. Isso é imprudente! Se faço citações de um dos pais da igreja ou de qualquer reformador em minha defesa a respeito de uma doutrina, será simplesmente porque concordo com ele, ou porque quero reforçar algo que já disse, ou ainda, porque ele articulou bem uma doutrina melhor que eu. Ademais, preciso salientar que minha posição apologética é o pressuposicionalismo. A Bíblia é nossa fonte epistemológica e nossa revelação proposicional. Isto posto, quero dizer que todo conhecimento deduzo validamente a partir da proposição “a Escritura é a palavra de Deus” e não de alguma proposição extraída de um escrito antigo, por mais honorável que seja.
FONTE: Extraido do meu livro "UMA DEFESA NECESSÁRIA, BREVE TRATADO CONTRA CESSAÇÃO" que está em andamento.

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