TEOLOGIA DE MATEUS


1. AS GERAÇÕES DE CRISTO E PROFECIAS

Mateus é considerado um livro sinótico assim como Marcos e Lucas por ser um resumo biográfico a despeito do nascimento, vida, ministério publico, morte e ressurreição de Jesus até sua ascensão aos céus.

O autor começa sua magna obra falando sobre as gerações do Senhor (1:2). A razão mais provável de ter começado com a genealogia era mostrar aos seus leitores que Jesus era o Cristo prometido. Algumas pessoas, como praticamente todo Evangelho de Mateus nos mostra, duvidavam que Jesus era o Cristo prometido. Para que seus leitores pudessem crer o contrario, Mateus fornece uma série de gerações da qual Cristo viria, e também fornece em seu tratado biográfico uma serie de profecias do A.T. que falavam acerca de Jesus. Para Mateus, a genealogia e as profecias do A.T. que falavam acerca de Jesus era de tamanha relevância e possuíam uma relação muito intima. Todo Judeu esperava um Cristo com origem judaica que seria Filho de Davi. Então Mateus mostra através da genealogia ou gerações e profecias que, de facto, Jesus tinha origem judaica, nasceu na casa de Davi, no ventre de uma virgem como nos diziam os profetas.

Desde Abraão até Jesus Cristo, filho de Davi, filho de Abraão, soma-se quarenta e duas gerações. Você pode somar observando o que Mateus registou no versículo 1 do capitulo 17: “De sorte que, todas as gerações, desde Abraão ate Davi, são catorze gerações, e desde Davi até à deportação para Babilónia, catorze gerações; e desde a deportação para Babilónia até Cristo, catorze gerações.”

Em toda essas gerações houve pessoas que cometeram coisas tão grotescas. Contudo, nem o engano de Jacó, abuso imoral de Judá, imoralidade de Davi e Bate-seba, e prostituição de Raab e Tamar impediram que a vinda de Cisto se cumprisse. Quando Deus promete, Ele cumpre. Jesus veio de uma geração que aos olhos humanos poderia parecer menos provável. Mas, Deus fez que o Filho de Davi viesse salvar o seu povo de todos seus pecados. O propósito de Deus se cumpre apesar de... Jesus veio dessa quarenta e duas gerações não por causa da inteligência deles, mas apesar de toda deficiência moral que alguns tinham nessa geração Ele veio por amor do seu nome e as profecias se cumpriram como disseram os profetas.

Ele – Mateus – mostra assim a primeira profecia: “Tudo isso aconteceu para que se cumprisse o que foi dito da parte do Senhor pelo profeta: Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho e chama-lo-ão pelo nome de Emanuel, que traduzido é: Deus connosco.” (1:22-23). Os judeus tinham toda informação necessária para que não duvidassem que Jesus era o Cristo prometido que salvaria “o seu povo dos seus pecados” (21). A geração da qual Jesus viria e as profecias poderiam cooperar para esta compreensão. Mesmo assim muitos não creram. Eles continuaram tão cegos ao ponto de considerar Jesus como qualquer profeta. “Quem dizem os homens ser o Filho do homem?” (16:13). Jesus fez esta questão  aos seus disciplos em função do comportamento dos rabinos judeus e seus seguidores. Os disciplos responderam que, “uns dizem que o Filho do homem é o João Baptista, outros dizem que ele é Elias, outros dizem ser ele Jeremias ou qualquer profeta” (grifo, 16:14). Uma referencia que podemos usar aqui em nossa conversa é a maneira como mancebo rico tratava Jesus. Ele disse: “Bom mestre, o que facço para herdar a vida eterna?” Para esse mancebo, Jesus poderia ser algum homem bom e cheio de virtudes, mas não o Cristo prometido e salvador dos homens como diziam as profecias. 

O que estava acontecer com muitos judeus também não é diferente em nossos dias. Como ministros do Senhor, temos mostrado dados e informações bíblicas acerca de Jesus, mas ainda assim as pessoas permanecem nos seus pecados. Em nosso tempo as pessoas têm toda informação mecessária para crer em Cristo como Salvador de todo homem. Contudo a esterilidade espiritual de muitos é tão abismal que continuam pisar a Cristo e negá-lo como Salvador. Deus revelou a si mesmo por meio da Escritura para que pudemos examiná-lo (Jo 5:39) e adquirir todo conhecimento necessário que podem nos fazer sábio para nossa salvação (II.ª Tm 3:15).  Contudo negamos isto de modo que olhamos Jesus como um homem bom, cheio de virtudes com bons ensinamentos ou um profeta qualquer, menos Salvador. 

- Mário Francisco

 

           

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